“Sei como é o sacrifício do Policial Militar para sustentar a sua família”

Major mecca em entrevista à AOPP

“Sei como é o sacrifício do Policial Militar para sustentar a sua família”

A frase é do Deputado Estadual e Tenente Coronel PM Res Dimas Mecca Sampaio (PSL), que atuou mais de 30 anos nas ruas e em arriscadas ações policiais.

 

Defensor ferrenho dos direitos do policial militar e dos demais agentes da Segurança Pública, o Deputado Estadual Major Mecca (PSL) como foi eleito, estreia na política com mais de 130 mil votos, e já está em ação para concretizar os seus compromissos assumidos com a categoria durante a sua campanha eleitoral.

 

No último dia 30 de abril, ele participou de uma audiência com o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL), onde pediu seu apoio para tratar da recomposição salarial para os agentes da Segurança Pública de São Paulo.

 

“Sempre atuei na linha de frente junto com os soldados, e hoje legitimo o meu respeito a eles porque sei o quanto arriscam suas próprias vidas para sustentarem suas famílias”, declarou.

 

Casado com a Srª Marlene Mecca (se conheceram na infância), é pai de Carolline, Gabriel e Raphael (aluno-oficial da Academia de Polícia Militar do Barro Branco).

 

O PAI COMO REFERENCIAL

Nascido no Hospital Cruz Azul no dia 22 de maio de 1968, o parlamentar morou em Osasco até os cinco anos de idade com seus pais e as irmãs Valéria e Denise (in memorian).

 

Ele conta as grandes recordações dessa época, destacando a admiração pelo pai, Fernando Mecca Sampaio, que era Soldado da Força Pública. Em 1972, ingressou na Polícia Técnica como fotógrafo, vindo a se aposentar em 1992. “Meu pai é um grande referencial para a minha carreira na Polícia Militar”, afirmou. Além do pai, o tio Adalberto Mecca Sampaio, também foi soldado da Força Pública. Depois, ele se tornou professor de História e Geografia. Falecido aos 44 anos de idade, seu nome foi dado a uma escola estadual em Carapicuíba.

 

“Se queriam ver um menino bravo naquela época, bastava falar que a farda do meu pai era feia. Sempre respeitei e admirei o meu pai que é uma pessoa de honra e caráter muito grande. Rígido, ele exigia respeito às regras de casa. Às 8 horas, ele abria as janelas para que já nos levantássemos da cama. Ao meio-dia, o almoço estava na mesa, e jamais poderíamos deixar a comida no prato. Era para comer o que tinha e o que estava no prato, evitando assim o desperdício. Às 22 horas, já estávamos na cama. Ah! Antes de dormir, tínhamos que beijar ele e a nossa mãe, que sempre ia ao quarto para orar conosco”, recordou o Deputado Estadual, mencionando cada palavra dita na oração.

 

Compromissado com os profissionais da Educação, o parlamentar lembrou dos seus tempos de escola, quando morava na Freguesia do Ó. Nas comemorações do Dia do Professor (15 de outubro), seu pai fazia questão que ele e suas irmãs presenteassem seus professores como forma de gratidão e respeito. “Esta postura de respeito aos pais, professores e pessoas mais velhas se deve ao meu pai, a quem agradeço muito por isso”, disse.

 

VOCAÇÃO E CARREIRA

Aos 14 anos, o parlamentar comunicou aos pais que queria ser policial militar. Sua mãe, Dona Maria de Lourdes Pinto Sampaio, ficou preocupada porque queria que o filho optasse pela Medicina. Mas ela mudou de ideia e o apoiou, porque viu o quanto ele estava disposto a seguir os passos do pai na Segurança Pública.

 

“Aos 16 anos, eu fazia cursinho, e meu pai mandava deixar a janela do quarto aberta porque queria ver se eu realmente estava estudando. Sou extremamente grato ao meu pai por este sacrifício de propor condições para que eu estudasse, e hoje eu sei como é este sacrifício do policial militar para cuidar dos seus filhos”, observou o oficial, completando que estudava das 14 às 22 horas.

 

Aos 19 anos de idade, ele ingressou na Polícia Militar do Estado de São Paulo com um objetivo: servir na ROTA, a tropa de elite da instituição. “A ROTA sempre foi admirada pelo público, e estava sempre presente na periferia, onde morei. E quando eu era aspirante e entrei numa viatura da ROTA pela primeira vez, me segurei para não chorar. Eu disse naquele momento “estou dentro de uma viatura da ROTA, e não era como visitante, era para entrar em serviço”, falou.

 

O Tenente Coronel da Reserva atuou em diversas unidades da Polícia Militar de São Paulo, como a ROTA, 2º Batalhão de Choque, 11º BPM/M, 13º BPM/M, 16º BPM/M e 18ºBPM/M. Encerrou sua carreira no 4º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), unidade que comandou por mais de um ano.

 

OCORRÊNCIAS

Questionado sobre as ocorrências que mais marcaram a sua carreira na Polícia Militar, o Deputado Estadual Major Mecca lembrou do resgate de um homem que caiu no Rio Tamanduateí em janeiro de 1999, época das chuvas, e o nível do rio estava alto.

 

Como Tenente PM da Rocam, ele estava patrulhando junto com três policiais militares naquelas imediações, e foram chamados por populares para socorrer a vítima. Quando viu uma borracharia ali perto, o oficial pediu uma câmara de ar de pneu de caminhão e a jogou na direção da vítima.

 

“Como ele se debatia muito, não conseguiu segurar a boia”, falou. Então, outra alternativa foi fazer uma “corrente humana” que contou com a ajuda de populares.

 

Naquela ação, os quatro policiais militares conseguiram descer até a margem do rio para resgatar o rapaz. “Como eu estava ali na frente para socorrer o rapaz, senti medo de cair na água e me afundar, ainda mais que uma semana antes, ali no Tamanduateí, um cabo da Rocam morreu afogado após ter tentado socorrer uma mulher. De qualquer forma, era preciso superar o medo, e conseguimos”, contou, informando que o Corpo de Bombeiros chegou em seguida.

 

A ação da equipe resultou em uma homenagem do Comando Geral da Polícia Militar pelo ato de bravura.

 

Outra ocorrência de destaque em sua carreira foi a participação na “Operação Castelinho”, onde somou esforços na ação que interceptou 12 integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em março de 2003 na rodovia Senador José Ermírio de Moraes, em Sorocaba.

 

Outra ocorrência marcante na sua carreira militar está relacionada aos seus princípios do respeito à família. Sua equipe tinha que cumprir um mandado de prisão contra um acusado ligado ao crime organizado. O indivíduo mantinha uma carga de drogas em sua casa.

 

“Quando chegamos lá, vimos o quanto a esposa e os filhos estavam sofrendo com aquela situação. Então, em respeito à família dele, fiz questão que ele saísse de casa com as mãos para trás para que fosse algemado dentro da viatura, e não na frente da esposa e dos filhos. Até ele, mesmo ciente da sua escolha errada, me agradeceu por isso”, disse.

 

Em 2013, foi convocado para criar a Companhia de Ações Especiais de Polícia (CAEP), com o objetivo de atuar em manifestações públicas para coibir as ações de vândalos infiltrados no meio do povo. O oficial revelou que se inspirou em filmes como “Os 300 de Esparta” e “O Último Samurai” para criar estratégias de controles de multidão e de distúrbios civis.

 

Devido ao sucesso da eficácia dessas táticas, o seu trabalho acabou sendo reconhecido nacionalmente pelas Polícias Militares e elogiado pelo Ministério da Justiça. “Nós conseguimos se antecipar à ação dos vândalos, e não deixamos que se espalhassem”, contou. O resultado foi a prisão de 214 vândalos que estavam infiltrados numa multidão de duas mil pessoas.

 

POLÍTICA

As bandeiras pelas quais batalha se encontram, majoritariamente, nos campos da Segurança e da Educação.

 

Eis alguns compromissos assumidos pelo Deputado Estadual:
– Diária Especial por horas ultrapassadas em apresentação de flagrantes ou depoimentos em juízo;
– Retorno da Dispensa-Recompensa no capítulo da recompensas policial-militares;
– Auxílio-transporte e fim da obrigatoriedade de transitar fardado para acesso gratuito a trem ou metrô;
– Auxílio-saúde para PMs do interior e da região metropolitana;
Possibilidade de policiais militares portadores de necessidades especiais preencherem, na Instituição PM, postos de trabalho compatíveis com sua condição física.


Já tem elaborada a proposta para o estatuto e para a Lei Orgânica da PM e já protocolou o projeto de exigência de compliance para as empresas contratadas pelo Estado.

 

“Nossa luta é por reconhecimento e valorização das polícias”. A campanha Policial Nota 10 Salário Nota Zero continua e convido-os a aderir à causa. Policiais motivados, população prestigiada”, concluiu.

 

Confira esta reportagem especial com o Deputado Estadual nas páginas 17 a 19 da Revista AOPP.