Sargento funda a Associação “Capoeira Vida em Cristo”

Sargento funda a Associação “Capoeira Vida em Cristo”

A capoeira faz parte da História do Brasil, porque foi trazida ao País pelos escravos africanos. Portanto, além de cultural, ela também tem forte influência social sobre o indivíduo. Na questão da luta e dos seus conhecidos gingados, a capoeira também desenvolve a autoconfiança e combate a timidez, sendo assim um esporte completo para o indivíduo, conforme define o 2º Sargento PM, André Aparecido Alves dos Santos, lotado na 4ª Cia do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, em Guarulhos.

 

Contramestre de Capoeira, ele contou que iniciou a luta ainda criança, aos 11 anos de idade com o Mestre “Tio Pedro”. Hoje, ele é o fundador da Associação “Capoeira Vida em Cristo”, destinada a ensinar a arte para todos, onde já ensinou mais de 100 alunos.

 

“O amor pela Capoeira me fez ser um multiplicador desta arte, e após formado pelo meu Mestre em 2005, comecei a ministrar aulas utilizando o espaço de uma escola municipal próximo de casa no período noturno.

 

Em 2011, após ficar dois anos sem ministrar aulas devido à escolha profissional, eu retornei com um projeto com foco em desmistificar a capoeira e mostrar que é um esporte para todos. Sendo evangélico em 2011, criei a Associação “Capoeira Vida em Cristo”, que está aberta a todos. Tenho turmas de crianças a partir de dois anos e atualmente tenho aproximadamente 30 alunos, ministro aulas duas vezes por semana conforme as folgas”, comentou o policial.

 

Formado em Educação Física, o sargento comentou que a capoeira é um esporte completo para o desenvolvimento motor. “Desde os movimentos grossos aos mais apurados (finos), ela trabalha com movimentos corporais, instrumentos e musicalidade, e também além de ser um movimento cultural a capoeira é esporte e tem todos os benefícios das atividades físicas para a saúde”, disse.

 

O capoeirista acrescentou que obteve relatos de pais e mães de seus alunos que elogiaram os reflexos da luta no convívio familiar. “Os alunos na maioria são pessoas de famílias com mínima estrutura, e tenho relatos de pais e mães de como a disciplina da capoeira ajudou e tem ajudado seus filhos em diversos aspectos”, concluiu.

 

Esta matéria está publicada na página 11 da edição impressa da Revista AOPP.